PS envolve autarcas no combate à violência doméstica


O Secretário-Geral Adjunto do Partido Socialista e a Presidente das MS-ID enviaram uma carta conjunta aos autarcas socialistas apelando à concretização de um esforço acrescido no combate à violência contra as mulheres.

José Luís Carneiro e Elza Pais enviaram uma carta aos autarcas do PS, pedindo um esforço acrescido nas ações de prevenção e combate à violência contra as mulheres em Portugal, valorizando o papel das autarquias no acompanhamento da situação social de cada concelho. “Sabemos que as autarquias são esteios essenciais do desenvolvimento humano, sabemos também que só com as autarquias esta causa pode lograr vencer”, indica a carta, onde os líderes socialistas acrescentam o conhecimento que têm “do esforço que, pelas autarquias e pelas escolas, é desenvolvido para informar, esclarecer e combater as diferentes violências. Contudo, é sempre possível ir um pouco mais além”, apelam José Luís Carneiro e Elza Pais na missiva enviada aos autarcas, pedindo um “esforço individual e coletivo” no combate à violência.

A carta foi elaborada no âmbito do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, consagrado pela Assembleia Geral das Nações Unidas e assinalado anualmente a 25 de novembro para denunciar a violência exercida contra as mulheres no Mundo e para exigir políticas para sua erradicação em todos os países.  “A violência de género é problema estrutural que resulta de um desequilíbrio de poder entre mulheres e homens e leva a uma grave e persistente discriminação contra as mulheres tanto na sociedade como na família. Não está confinada a uma cultura, região ou país específico, nem a grupos particulares de mulheres na sociedade”, refere a carta.

Nesta mensagem é sublinhado que “o PS esteve sempre na linha da frente ao nível da prevenção e combate destes diversos tipos de criminalidade contra as mulheres, nomeadamente a violência doméstica, a mutilação genital feminina, o tráfico de seres humanos e todas as formas de violência de género”, recordando que hoje existem “planos nacionais de prevenção e combate a estes tipos de criminalidade onde se estruturam um conjunto de medidas que estão a ser implementadas por todo o território nacional em estreita articulação com as autarquias, ONG, saúde, forças de segurança e educação”.

Em Portugal, segundo dados do Relatório Anual de Segurança Interna, todos os anos são apresentadas às forças de segurança cerca de 27 mil queixas, 85% das vítimas de violência doméstica são mulheres, abrangendo vítimas de todas as condições e de todos os estratos sociais e económicos.

Veja aqui a carta:

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